Entidades sindicais reorganizam Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência

Em uma demonstração de unidade e mobilização contra a Reforma da Previdência apresentada pelo Governo Federal, entidades sindicais do Rio Grande do Sul relançaram o Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência. O coletivo havia sido criado em 2017, quando o Governo Temer tentou aprovar alterações no Congresso Nacional, mas desistiu diante da pressão de movimentos sociais e da falta de apoio na base parlamentar. O Fórum reúne diversas entidades, entre elas a Seção Sindical do Andes na UFRGS, o SINDOIF e a Assufrgs (instituições assessorados pela CSPM Advogados Associados).

No encontro ficou definido, entre outras temas, que a proposta que tramita na Câmara dos Deputados não deve ser tratada como reforma pelos seus representantes, já que trata-se da extinção do modelo previdenciário atual.

Representando a CSPM no evento, o advogado Jefferson Alves ressalta a importância da unidade política das entidades para barrar as medidas e faz um alerta: "precisamos aprofundar a análise da proposta, disseminando números e informações sonegadas pelo governo. A maioria da população ainda não percebeu que a reforma traz prejuízos inclusive para quem já está aposentado".

Segundo o advogado, uma das medidas institui, alem da contribuição calculada sobre o salário, uma contribuição extraordinária para equilizar as despesas da previdência. Esta contribuição extraordinária também recairá sobre os aposentados e pensionistas, para os quais ela traz uma sobretaxação ao estipular que essa medida pode ser aplicada com ampliação da base de contribuição, por até 20 anos.

Desde que a proposta foi apresentada, a CSPM tem emitido opiniões críticas à reforma. Para os próximos dias, conforme Jefferson Alves, o escritório irá publicar um documento apontando inconstitucionalidades do projeto dentre elas "porque ela suprime, na prática, a previdência social para os mais pobres". Segundo dados do IBGE, os trabalhadores e trabalhadoras de renda mais baixa dificilmente atingem os 65 anos de idade.

No Manifesto publicado pelo Fórum Gaúcho em Defesa da Previdência está a sinalização para uma greve geral: "agora, frente ao mais brutal ataque à Previdência desde a redemocratização, é nossa obrigação a construção de uma ampla unidade de ação entre todos setores da classe trabalhadora, movimentos sociais, juventude e o povo pobre das periferias. É necessária uma forte campanha de esclarecimento junto à população buscando a ampliação da trincheira em defesa da Previdência, bem como pressão junto aos parlamentares no Congresso Nacional. Mas, sobretudo e principalmente, será decisiva a construção de uma Jornada Nacional de Lutas que aponte para uma nova greve geral que possa parar novamente o Brasil”.

Foto: Site do Sintrajufe

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