12 milhões e trezentas mil pessoas estão desempregadas no Brasil, segundo IBGE, enquanto a esquerda não reage

O percentual de desempregados da população economicamente ativa do Brasil chegou a 12%, no último trimestre de 2016. Dados divulgados pelo IBGE apontam que 12 milhões e trezentas mil pessoas estão sem ocupação, o maior número desde que a instituição estabeleceu parâmetros para suas pesquisas do mercado, em 2012.

A quantidade dos empregados com carteira assinada no setor privado recuou de 35 milhões e 700 mil para 34 milhões e 300 mil, entre 2015 e 2016. O rendimento médio, indicando a precarização das relações trabalhistas, caiu de R$ 2076,00 para R$ 2029,00. Do último trimestre do ano retrasado para o do passado, três milhões e 300 mil profissionais perderam suas vagas.

É neste cenário que as reformas do Governo Temer animam o empresariado, cujos representantes em artigos na grande imprensa chegam a contestar a hipossuficiência de quem conta apenas com o próprio labor. Na área tributária, o executivo federal acena com mudanças superficiais, sem subverter um sistema profundamente regressivo, que poupa lucros, dividendos e heranças, taxando a produção e o consumo, fazendo com que os impostos pesem mais para os assalariados. Na previdenciária, a tentativa de obrigar ao exercício das atividades durante quase meio-século para garantir uma aposentadoria integral.

Diante da necessidade do enfrentamento contra a ofensiva conservadora, temos defendido a urgência da reorganização da esquerda em torno de um projeto nacional, que a unifique, com premissas consistentes e metas exequíveis. No mundo, seria importante se voltar, sem esquecer as devidas ponderações acerca das diferenças de realidade, para a experiência do atual governo português.

Cortando onde deveria cortar, e tomando medidas para estimular a economia, a administração socialista de Antônio costa, apoiada por outras forças progressistas, mantém o déficit orçamentário de 2,3% do PIB (dentro do que fixou a União Europeia), reduziu o desemprego de mais de 12 para 10,5%, a partir do estímulo à economia interna, e recuperou os salários do funcionalismo público.

Em http://bit.ly/2loi6yR , o leitor encontrará opinião correta sobre a pertinência da maior propagação de informações, que elucidem o momento daquele país. Independentemente de discordâncias com o sociólogo, cabe mencionar que ele acerta, sim, quando põe na pauta esta possibilidade de referência para as classes trabalhadoras e os intelectuais comprometidos com elas.

Marcelo Dorneles Coelho

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