A Revolução Tributária que interessa aos trabalhadores (2)

O Instituto de Justiça Fiscal se articula com instituições internacionais que trabalham com a mesma temática. No manifesto aprovado no Fórum Social Mundial Temático, (acessível em http://ijf.org.br/?p=1158) está explícito o entendimento correto de que “uma reforma tributária justa só será possível a partir da constituição de uma hegemonia popular (promovendo) uma nova consciência de cidadania”.

E consistirá em uma verdadeira Revolução Tributária, de interesse das classes trabalhadoras, um processo que taxe os altos rendimentos decorrentes de fortunas, dividendos e lucros, desonere o consumo das camadas de rendimento mais baixo e acabe com o absurdo de pessoas que recebem três salários mínimos terem que pagar Imposto de Renda.

O IJF, inclusive, se engajou na Campanha Global “Que as transnacionais paguem o justo”. Os especialistas no assunto preconizam medidas como fim da guerra e dos paraísos fiscais para atraí-las, tratamento daquelas empresas como únicas e não como diversas filiais independentes, entre outras. Utopia? Não, porque as novas tecnologias, por exemplo, constituem poderosos instrumentos para viabilizar as propostas.

Em “Notas críticas sobre a injustiça fiscal brasileira” ( http://ijf.org.br/?p=1164), há o alerta de que este ano reserva no Congresso Nacional espaço para um embate entre os que defendem mera redução da carga tributária – desprezando as demandas sociais que devem receber atendimento – e os lutadores por justiça fiscal.

Formadores de opinião comprometidos com valores como a igualdade e a solidariedade, bem como a radicalização da democracia, precisam conhecer e prestigiar a elaboração desenvolvida por entidades como estas, organizadas por funcionários que põem seu conhecimento a serviço das transformações necessárias do Brasil, projetando a garantia de recursos para o saneamento básico, a educação fundamental e, quem sabe, a recuperação da Previdência, tão dilapidada por interesses escusos. Tais idéias merecem explicações didáticas e constantes nas propagandas eleitorais de um partido que realmente deseje a ruptura com os esquemas nefastos, historicamente predominantes, para beneficiar os financiadores de campanhas em nosso país.

Marcelo Dorneles Coelho

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