Zara é autuada por condições de trabalho

A empresa do setor têxtil Zara foi autuada pela fiscalização do Ministério do Trabalho em São Paulo, por ser acusada de descumprir um compromisso, assinado em 2011, para aperfeiçoar as condições de trabalho, segurança e saúde.

Na época, fiscais constataram que uma fornecedora da Zara havia subcontratado uma oficina que submetia bolivianos e peruanos a condições degradantes para produzir roupas para a marca.

A empresa recebeu duas multas, que, juntas, somam o valor de R$ 840 mil.

Em 2014, o diretor-geral da Zara no Brasil, João Braga, admitiu, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Trabalho Escravo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a ocorrência de trabalho escravo na fabricação de seus produtos.

Durante a audiência, a CPI apontou que a Zara descumpriu o Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério do Trabalho e Emprego, juntamente com o Ministério Público do Trabalho, em dezembro de 2011, documento que contém providências que a empresa deve tomar para que não aconteçam mais casos de trabalho escravo na sua cadeia de produção.

Em agosto de 2011, o programa a Liga, da Band, denunciou este caso. Na ocasião, Sophia Reis e Thaíde acompanharam os órgãos do Ministério do Trabalho, responsáveis pela fiscalização, até oficinas de confecção de roupas na cidade de São Paulo, onde bolivianos trabalhavam em condições semelhantes a de escravos.

No meio de sujeira, sem equipamento de segurança e em instalações precárias, nem durante as fiscalizações os trabalhadores pararam de realizar seus afazeres para ganhar míseros centavos por peça produzida.

Com horários de trabalho muito longos, sem água quente e com o compromisso de pedir permissão para fazer qualquer atividade que fugisse da produção, imigrantes bolivianos que receberam propostas de trabalho no Brasil, foram enganados.

 

 

Fonte: Band

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