Um importante estudo norte-americano, na visão do economista Vicenç Navarro

O Economicy Policy Institute (EPI), dos Estados Unidos, publicou importante estudo sobre o crescimento das desigualdades na América do Norte, analisado em mais um artigo do economista espanhol Vicenç Navarro. A investigação aponta que a diferença de educação entre trabalhadores mais e menos qualificados explica somente uma pequena parte das discrepâncias na distribuição de renda.

O EPI revela que entre 1970 e 2013 a produtividade nos EUA cresceu quase 65%. O salário médio na maior potência do planeta se elevou oito vezes menos: 8%. De cada dez empregados, oito estão no setor privado. Entre 1978 e 2011, as rendas derivadas do trabalho caíram de 53 para 44% do PIB.

Navarro nos recorda que o período de hegemonia política do neoliberalismo republicano foi decisivo. A chamada “Era Reagan” levou a uma diferença de três mil vezes nas quantias recebidas por empresários e banqueiros, na comparação com as classes mais baixas. As camadas sociais poderosas, dispara o intelectual europeu, concentraram completamente a riqueza, com as bênçãos dos governantes a serviço delas.

A relação fundamental consiste no fato de que as maiores taxas de crescimento no mundo se concretizaram no período 1945-80, quando os rendimentos do trabalho tinham peso mais consistente na comparação com o Produto Interno Bruto. Portanto, conclui o pensador espanhol, chegou a hora de uma guinada das políticas públicas em direção ao Mundo do Trabalho, e não no rumo da austeridade em nome do capital financeiro.

O tema tem relação direta com a disputa presidencial em curso no Brasil. Espera-se que os (e) leitores identifiquem qual a candidatura que apregoa um dinamismo econômico mais próximo do que interessa aos segmentos subalternos. Eis o link para o texto aqui resumido: www.vnavarro.org/?p=11456 .

Marcelo Dorneles Coelho

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