Perto do segundo turno das eleições, melhoram um pouco números da economia

O Rio Grande do Sul registrou o menor saldo de criação das vagas de trabalho com carteira assinada para o mês de setembro, desde 2005, mas as quase três mil vagas surgidas representam a inversão de uma tendência negativa observada desde maio. Os dados são do Governo Federal.

Serviços e Comércio, somados, geraram em torno de sete mil postos, compensando a retração de mais de quatro mil e quinhentos na indústria de transformação. No país, a contar de janeiro surgiram mais de 900 mil no mercado formal. O Ministro do Trabalho, Manoel Dias, argumenta que o Brasil já se encontra em um estágio de pleno emprego, o que diminui o ritmo de consolidação de novas oportunidades.

Considerando agosto, o indicador do Banco Central para a atividade econômica apontou um crescimento de 0,27%. No acumulado de 2014, agropecuária, indústria comércio e serviços teriam se expandido em quase 1%. O que configuraria um cenário desfavorável – na comparação com outros países da América do Sul, segundo a oposição – à preservação da alta empregabilidade, pois as atividades deveriam se elevar de maneira mais significativa. No contexto, a inflação está menos controlada, mesmo que em níveis aceitáveis.

A vitória do candidato à presidência que representa um receituário ortodoxo para reduzi-la, com diminuição de gastos públicos, manutenção de juros em patamares altos e menor preocupação com a quantidade empregada da população economicamente ativa pode representar o fim do ciclo que os petistas definem como formador de um “mercado consumidor de massas”. Ainda que demagogicamente o representante dos tucanos na disputa eleitoral acene, por exemplo, com o fim do fator previdenciário para setores das classes trabalhadoras não comprometidos com a esquerda.

Marcelo Dorneles Coelho

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