Funcionários do Banrisul exigem plano de carreira e não seguem colegas que terminaram a greve

Os bancários do Estado decidiram continuar em greve, após uma semana. Não acompanham assim os colegas da Caixa Federal e dos estabelecimentos privados, que aceitaram reposições salariais entre 8 e 8,5 %, aproximadamente um ponto percentual a mais do que a federação que representa os bancos havia oferecido antes da paralisação que durou cinco dias.

O Banrisul, na oferta desta quinta-feira, dia 9, acenou com uma participação nos lucros 1,8% adicional à da Fenaban e um crescimento de 8,5 % nos benefícios, já superiores aos da iniciativa privada. Se ainda colocou na mesa outros itens, a categoria não se deu por satisfeita com a falta de uma perspectiva mais concreta em torno do plano de carreira.

A Instituição apenas confirmou a manutenção da comissão paritária que discute cargos e salários. Porém, os funcionários desejavam propostas de maior consistência. Agora, a paralisação continua por tempo indeterminado. Até onde irá a flexibilidade do governo?

Considerando o cenário eleitoral, é possível que aumente a transigência. O projeto de reeleição do partido que conquistou o Palácio Piratini em 2010 está seriamente ameaçado, inclusive, no contexto nacional. O PT, que já teve força espantosa entre os empregados do poder público, também começa a pagar o preço da adesão profunda aos mecanismos nefastos típicos do capitalismo no Brasil, não obstante os significativos avanços sociais, desde que o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva exerceu o primeiro mandato no executivo.

Marcelo Dorneles Coelho

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