Cai emprego na Indústria Automobilística

O número de empregados nas fábricas de automóveis caiu quase um por cento entre julho e agosto, no Brasil. Aproximadamente 130 mil operários estavam trabalhando na indústria automobilística no mês que abre o semestre, e hoje são pouco 128 mil e setecentos, de acordo com a associação que representa as empresas. A queda é considerada pontual, porque medidas do governo para estimular o crédito ainda não surtiram efeito.

Em todo o país, as demissões voluntárias e as férias coletivas constituem recursos das montadoras. As unidades da General Motors de Gravataí, região metropolitana de Porto Alegre, de São José dos Campos e São Caetano do Sul (SP), atualmente, registram 6 mil e 200 funcionários parados, por exemplo.

Há também a prática dos layoffs, as suspensões temporárias de contratos. Ela foi aplicada na Ford, na Volkswagen e na Mercedes-Benz, entre outras, atingindo milhares de trabalhadores, não obstante o poder de negociação dos sindicatos.

Outros ramos que garantem o sustento de metalúrgicos acabam sofrendo com a queda da demanda no setor. No contexto de baixo crescimento do PIB, é mais uma preocupação para o partido governante e aliados, a um mês do primeiro turno das Eleições Gerais. Ainda que a cultura do carro individual seja hoje fortemente questionada por quem concebe a mobilidade urbana articulada com a queda de poluição nas grandes cidades e outros fatores propícios a uma melhor qualidade de vida.

Marcelo Dorneles Coelho

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